Feirense, nascida e criada em sua cidade natal e aqui residente. Pedagoga pela UEFS - Universidade Estadual de Feira de Santana, Especialista em Gestão, coordenação e orientação educacional e pós-graduanda em Psicopedagogia pelo Núcleo de Pós Graduação Gastão Guimarães.
Silvana é professora do Ensino Fundamental em uma escola de ensino privado aqui de Feira, e também coordenadora em outra instituição neste município. Apresentou monografia sobre a contação de histórias, e por perceber que esse tipo de "atividade" tem perdido o espaço para as novas tecnologias, entende, como afirma em suas próprias palavras que “...existe a necessidade de um resgate, pois de acordo com estudos essas histórias auxiliam na formação dos sujeitos.”
É com este objetivo que essa feirense de currículo profissional invejável vem colaborar e participar do Viva Feira, contando histórias, ou mesmo estórias como gostamos de afirmar aqui no site.
Quando retornarmos com o programa em áudio Prosa e Música esse será um tema que estaremos abordando sempre com o apoio de Silvana. Por enquanto vamos acompanhar o trabalho de Silvana em sua coluna, que passamos a publicar.
SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA
A introdução das histórias no contexto infantil
Publicado em: 15/01/2016 - 13:01:27
Para que seja possível uma melhor compreensão da perspectiva histórica dos contos de fadas é necessário compreender como ocorre a introdução dessas histórias no contexto infantil. Inicialmente é importante descrever que esses contos são histórias antigas e que não faziam parte do universo das crianças. Oliveira (2010), utilizando as contribuições de Kupstas (1993), defende que os contos de fadas são narrativas muito antigas e que, logo no começo, não se destinavam às crianças, eram mitos difundidos por inúmeros povos, como Hindus, os Persas, os Gregos e os Judeus.
Essas histórias contadas em meio a grupos de rodas e reuniões, conhecidas como mitos, eram expressões narrativas de conflitos entre o homem e a natureza. Levando em consideração que essas surgiam de fatos reais vivenciados pelos camponeses e partindo dos escritos de Farias e Rubio (2012), podemos dizer que esses contos de fadas nada mais eram do que relatos e fatos da vida dos camponeses que traziam em suas histórias conflitos, aventuras e pornografias. Por esse motivo, as histórias não eram indicadas a serem contadas para as crianças.
Com a descoberta das fadas, que segundo Oliveira (2010), era a idealização de uma mulher perfeita, linda e poderosa, dotada com poderes sobrenaturais, a sociedade, percebeu que seria possível utilizar essas histórias associadas à educação, já que como defendem Farias e Rubio (2012), as crianças gostavam muito desses contos e a fantasia inserida neles estava ajudando a formar suas personalidades.
Atualmente, no século XXI, mesmo com a inserção da tecnologia no âmbito educacional e escolar, que contribuem para que as crianças estejam diretamente acessadas ao mundo digital, fazendo pesquisas, utilizando jogos pedagógicos ou até mesmo fazendo parte de redes sociais, as crianças ainda apreciam uma contação ou leitura de história, quando esse momento começa a fazer parte da sua rotina, para elas é algo encantador.
REFERÊNCIAS
FARIAS, Francy Rennia Aguiar de. RUBIO, Juliana de Alcântara Silveira. Literatura Infantil: A contribuição dos Contos de Fadas para a Construção do Imaginário Infantil. In: ___Revista eletrônica Saberes da Educação. Volume 3 – nº 1 – 2012.
OLIVEIRA. Patrícia Sueli Teles de Oliveira. A contribuição dos Contos de Fadas no processo de aprendizagem das crianças. UNEB - Salvador – Bahia 2010. 62 p.