VOZES DA FEIRA TRANSFORMA CENTRO DE ABASTECIMENTO EM PALCO CULTURAL
Com olhar atento e inspirado Orisa Gomes descreve o Centro de Abastecimento a partir do caráter transformador que o encontro de várias linguagens que ali se fundem influenciando nas "VOZES DE FEIRA" e consequentemente no projeto homônimo!
Entre cores vibrantes, cheiros que se misturam, o vaivém dos carrinhos, a astúcia dos feirantes e a pressa de quem atravessa o Centro de Abastecimento, a arte encontrou espaço para florescer. E foi justamente ali, no coração pulsante de Feira de Santana, que o “Vozes da Feira – Festival de Literatura Oral” realizou sua primeira intervenção cultural no sábado (9), transformando o local em palco para poesia, histórias, música e rima.
Com apresentações em frente ao Galpão de Cereais, o festival alcançou ao mesmo tempo quem circulava pelo Centro de Abastecimento e Shopping Cidade das Compras, cumprindo a proposta de levar arte para onde as pessoas já estão. E a resposta do público veio através dos olhares atentos, interação com os artistas, registros e identificação.
“Os públicos variaram muito de apresentação para apresentação. Tinha gente que passava e olhava, gente que parava e dançava, gente que interagia com os artistas. Isso mostra que a feira é sim um lugar para ser ocupado como espaço de arte. Na verdade, ela já é arte, às vezes as pessoas só precisam ser lembradas disso”, destacou Gustavo Erick, produtor e idealizador do projeto.
- Diferentes linguagens
A programação reuniu artistas locais de diferentes linguagens da oralidade. A narradora Daniela Landin apresentou “Vozes da Natureza”, espetáculo inspirado em contos indígenas e na relação entre ser humano e meio ambiente. “Não é comum trazer a palavra falada para os espaços da feira livre a partir de atividades artísticas. Acho que isso desperta interesse tanto dos comerciantes quanto dos frequentadores”, afirmou.
O cordelista Domingos Santeiro levou poesia, repente, contos e canções que dialogaram diretamente com a identidade do espaço. “Aqui é o lugar do homem do campo, do vaqueiro, do pessoal da roça. O cordel e o repente fazem parte da nossa cultura nordestina”, disse.
Já o coletivo Pipas Literarts apresentou o espetáculo “João Giló no Sertão”, adaptado para uma linguagem sertaneja e popular. Para o artista Léo Sátiro, a experiência trouxe novos desafios. “É um público diferente. Não é necessariamente quem senta para assistir do começo ao fim. É gente que passa, para um pouco, leva um pedaço da história consigo. Isso torna tudo muito interessante.”
A jovem poeta, atriz e influenciadora baiana Luma Luz emocionou o público com poemas marcados pela ancestralidade, pela consciência antirracista e pelo combate à violência contra mulheres e crianças. A apresentação contou também com a participação da escritora e palestrante Caroline Vilarinho. “Devemos levar arte e cultura para o povo. É uma experiência maravilhosa apresentar em uma feira”, afirmou Luma.
Representando o movimento hip-hop, o coletivo Batalha do Portal levou uma batalha temática adaptada ao ambiente do festival. O artista Avelix destacou a importância de ocupar novos espaços culturais na cidade. “A intenção é ocupar os espaços de Feira. Hoje conseguimos visualizar possibilidades de novas intervenções aqui também.”
Mas talvez uma das imagens mais simbólicas do festival tenha vindo justamente do público. A comerciante Elizângela Assunção, enquanto acompanhava as apresentações, falou sobre memória afetiva e pertencimento. “As histórias fazem a gente voltar para a infância, para nossas raízes. Isso faz muito bem”.
Há dez anos trabalhando como carregador no Centro de Abastecimento, William Martins também parou para assistir às atrações. “Muito lindo. A cultura, a educação que os artistas passam… isso é muito importante para todos nós”, comentou.
- Interpretação de Libras
O humorista Waton Filho, que é surdo, chamou atenção para a presença de intérpretes de Libras durante toda a programação, como Jamile Costa, responsável pela mediação em sua entrevista. “A presença do intérprete possibilita inclusão e interação de todo o público. Quando a tradução é feita com qualidade, a gente consegue até sentir a música”, destacou Wanton.
- Programação segue
As próximas ações do “Vozes da Feira” acontecem nos dias 17 de maio, na Feira da Estação Nova, e 24 de maio, na Feira do Tomba.
- Apoio
O projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado. Também conta com apoio da Secretaria Municipal de Agricultura.
AUTORIA: Orisa Gomes
Fotos
FEIRA É PRESENTEADA COM UMA NOVA GALERIA DE ARTES, A "OLHOS D´ÁGUA", NA PRINCIPAL NASCENTE FEIRENSE: O BAIRRO DOS OLHOS D´ÁGUA.
Com uma visão moderna e democrática de gestão, abrindo para os artistas plásticos de Feira de Santana, e os que aqui entenderem vir exibir seus trabalhos, terem um espaço de exibição e comercialização permanente, três artistas feirenses, Dionorina, Victor Santos e Beth Nascimento, estão a frente deste empreendimento!
Feirinha e oficinas artísticas a partir das 09 h e apresentações musicais a partir da 16:00 h é o ponto de partida desta especial iniciativa dos artistas e literatos, Dionorina, Victor e Beth Nascimento inaugurando um espaço que trará para Feira uma nova dinâmica nas artes plásticas, uma Galeria Particular com um olhar inovador de tudo que temos atualmente.
Ali na Rua Araújo Pinho, onde a maioria dos feirenses e dos aqui residentes entemdem ser o berço de nossa cidade, três empreendedores assumiram o compromisso de manter uma Galeria de Artes, com uma visão modema e democrática de gestão, abrindo para os artístas plásticos de Feira de Santana, e os que aqui entenderem vir exibir seus trabalhos, terem um espaço de exibição e comercialização permanente.
Dionorina um dos nossos mais importantes compositores, cantor e ativista cultural, radicado em Feira de Santana, Victor Santos, compositor e professor de música e a poeta Beth Nascimento, resolveram por bem prestigiar a vida artística da Princesa do Sertão, com este empreendimento que, com certeza, irá dinamizar, ainda mais, a vida artística e cultural de nossa cidade.
SERVIÇO
O que: Inauguração da Galeria de Artes “Olhos D´Água”
Quando: 09 h com Feirinha, e oficinas a partir das 16 h apresentações musicais
Onde: Rua Araújo Pinho, 133 - Olhos D´Água
AUTORIA: Viva Feira
MÃES EM CENA - HOMENAGEM NO CENTRO DE CULTURA MAESTRO MIRO
Centro de Cultura Maestro Miro promove evento em homenagem às mães e mulheres feirenses.
A Prefeitura Municipal de Feira de Santana, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL), realiza na próxima sexta-feira (08), o evento “Mães em CENA”, promovido pelo Centro de Cultura Maestro Miro (CCMM). A iniciativa tem como objetivo homenagear mães e mulheres feirenses, além de proporcionar momentos de formação, informação e valorização do público feminino.
Com uma programação diversificada, o evento contará com palestras e rodas de conversa conduzidas por profissionais de diferentes áreas, abordando temas ligados à saúde, direitos, bem-estar e empoderamento feminino. Entre as convidadas estão a advogada e procuradora-geral do município de Santa Bárbara, Dra. Allany Fabilly Rocha Lima; a nutricionista, modelo e influenciadora digital Myla Franthesca; a fisioterapeuta pélvica e sexóloga Dra. Paula Milena; a advogada Dra. Paloma Barbosa; e a delegada Dra. Clécia Vasconcelos.
Além das atividades formativas, o público também poderá participar do sorteio de brindes, fortalecendo a proposta social e acolhedora desenvolvida pelo Centro de Cultura Maestro Miro em suas ações voltadas à comunidade.
O evento será coordenado pela chefe da Divisão de Cultura Popular e gestora do CCMM, Joelaine Santana, e acontecerá das 13h às 18h, no Teatro Ângela Oliveira, localizado no Centro de Cultura Maestro Miro.
A ação reforça o compromisso da Prefeitura de Feira de Santana e da SECEL com iniciativas que promovam inclusão, valorização cultural e fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres.
AUTORIA: Release do CCMM - Joelaine Santana,
ASA FILHO LEVA O SHOW "APELOS & CANÇÕES" PARA CIDADE DA CULTURA NESTE SÁBADO, 2, UNINDO MÚSICA E LITERATURA
Show Apelos & Canções e sessão de autógrafos do livro homônimo no dia 2 de maio (sábado), às 20h30, na Cidade da Cultura (espaço anexo)!
Depois de lotar o Teatro do Centro de Convenções de Feira de
Santana, o cantor, compositor e Mestre de Cultura Popular Asa Filho volta a se apresentar com o show Apelos & Canções neste sábado, 2 de maio, às 20h30, no espaço anexo da Cidade da Cultura. Os ingressos custam R$20 e incluem um exemplar do livro homônimo, que pode ser autografado ao final da apresentação.
No show, que tem direção musical de Neném do Acordeon e participações de Cescé Amorim, Camila Pereira e Fabrício Barreto, Asa Filho convida o público a embarcar em uma viagem musical, tomando lugar na garupa do tempo para revisitar a infância saudosa em Tiquaruçu, repensar o urbano e o rural, e celebrar a força da cultura popular que sustenta a identidade de Feira de Santana.
Com direção artística de João França, através da Agência Mangalô, cenário assinado por Simone Rasslan e figurinos de Guilherme Almeida, o espetáculo reúne canções autorais que entrelaçam memórias individuais e coletivas, emoções e desafios que ajudam a traduzir o cotidiano do povo do sertão da Bahia.
SESSÃO DE AUTÓGRAFOS
Após o show, o público será convidado para uma sessão de autógrafos da segunda edição do livro "Apelos & Canções". A obra reúne comentários sobre 20 canções compostas por Asa Filho e presta homenagens póstumas a personalidades que marcaram sua trajetória, celebrando também os 45 anos de carreira do artista.
O projeto Apelos & Canções tem patrocínio do Café 2 de Julho, GMF Distribuidora e do Governo do Estado da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda. Apelos & Canções conta também com apoio financeiro da Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, via PRO-CULTURA/ESPORTE, e patrocínio do Laboratório Análise e da empresa São João.
SERVIÇO
O quê: Show Apelos & Canções e sessão de autógrafos do livro homônimo
Quando: 2 de maio (sábado), às 20h30
Onde: Cidade da Cultura (espaço anexo)
Ingressos: R$ 20
AUTORIA: Release do projeto Apelos & Canções - João França
PRÓXIMA EDIÇÃO DA RETRETA SERÁ NO CORETO DE BONFIM DE FEIRA
O projeto Retreta que vem crescendo em nossa cidade, projetando o trabalho de filarmônicas interior da Bahia, com destaque especial para o Filarmônica 25 de Março, que é a responsável pela iniciativa deste excelente projeto, terá sua 4ª Edição no Coreto do Distrito de Bonfim de Feira, comunidade de tradição cultural arraigada, por vocação dos próprios moradores da região.
O distrito de Bonfim de Feira, escolhido para a próxima apresentação do Projeto Retreta, carrega uma história que antecede a própria formação de Feira de Santana.
Com mais de dois séculos de existência, o local preserva tradições culturais, religiosas e sociais que fazem parte da identidade da região.
É nesse cenário que a Filarmônica 25 de Março se apresenta, em frente à igreja matriz, retomando o simbolismo dos coretos como espaços de encontro entre música e comunidade.
A escolha do distrito não é por acaso: ela reforça a proposta do projeto de valorizar territórios históricos e fortalecer a presença cultural fora do eixo central da cidade.
O Projeto Retreta é uma produção da Sociedade Filarmônica 25 de Março, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da Rede Menor Preço, DPC Distribuidora e Bartofil, apoio institucional da Fundação Senhor dos Passos e realização do Ministério da Cultura, Governo do Brasil.
SOBRE A SOCIADE FILARMÔNICA 25 DE MARÇO:
Fundada em 1868 na cidade de Feira de Santana, a Sociedade Filarmônica 25 de Março é das mais antiga em atividade no estado da Bahia. Sob os auspícios de Nossa Senhora da Anunciação, ao longo dos 155 anos participou ativamente da vida sociocultural da urbe feirense destacando-se participações nos cortejos de procissão, passeios de trem, funerais, e retretas na Festa de Sant’Anna, padroeira de Feira de Santana, passeios de trem para cidades vizinhas, participação no carnaval de Salvador, cerimônias fúnebres, bailes de micareta, nos primórdios dos festejos, e solenidades cívicas.
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No ano de 1968, ano que marcou o centenário da instituição, realisou excursão para a então capital do estado brasileiro, a cidade do Rio de Janeiro, com visitas a famosa banda Corpo de Bombeiros, regida pelo maestro Othônio Benvenuto da Silva, ao então presidente General Arthur da Costa e Silva no palácio das Laranjeiras, apresentação nas escadarias do Theatro Municipal e na Radio Nacional.
Outro momento singular na história da instituição foi a participação no I campeonato Nacional de Bandas promovido pelas instituições M.E.C. – FUNARTE – I.N.M – Rede Globo. Na ocasião a “25 de Março” sagrou-se 3º colocada e participou do disco oficial do campeonato com duas gravações: o dobrado Allah de Estevam Moura e a marcha Eliana Meireles de Tertuliano Santos. Apesar de todos os feitos e importância para a comunidade local, a Sociedade Filarmônica 25 de Março a partir dos anos 70 sofre o inicio do período de decadência.
A modernidade, o crescente processo de urbanização e industrialização, a mudança da relação campo/cidade, foram alguns dos fatores preponderantes na diminuição da importância e consequente desativação em anos posteriores. Essa situação foi agravada por pendências jurídicas, degradação da sede, bem tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia - IPAC, corpo musical com baixo número de músicos, sete integrantes e com idade avançada, que fizeram a “25 de Março” ficar em inatividade por mais de uma década.
Após a resolução das pendências administrativas, no ano de 2014 é fundada a Escola de Música Maestro Estevam Moura com o intuito de formar novos membros para atuarem no Corpo Musical da Filarmônica. Em 2015 a banda de música retorna a atividade. Além de manter uma função de referencial para os novos integrantes é o espaço onde são interpretadas as partituras do acervo da instituição. Esse acervo é composto por cerca de 600 obras, em sua maioria de compositores locais, como: Estevam Moura, Tertuliano Santos, Amando Nobre, João Manoel Dantas, João Camelier, dentre outros, que participaram como mestres de banda na agremiação musical.
Atualmente a Sociedade Filarmônica 25 de Março atua com 24 músicos em apresentações públicas pela cidade. Os locais são os mais variados desde procissões em bairros e distritos, a concertos em escolas, coretos e solenidades cívicas.
Essas apresentações contribuem com a reaproximação da instituição com comunidade e o fortalecimento da identidade cultural local. (Informações extraídas do site oficial da Filarmônica 25 de Março)
SERVIÇO
Apresentação no Coreto de Bonfim de Feira
25 de abril | 17h
Apresentação da Filarmônica 25 de Março
AUTORIA: Viva Feira a partir do Release da Ascom da Filarmônica 25 de Março
A ABERTURA DO ANO ACADÊMICO DA ACADEMIA FEIRENSE DE LETRAS ACONTECERÁ NESTA TERÇA-FEIRA (31/03) NO CASARÃO FRÓES DA MOTTA ÀS 19:00 H
A mais antiga Academia de Letras de Feira de Santana, que neste ano comemora seu cinquentenário, inicia suas comemorações com um evento que será realizado no Casarão Fróes da Motta.
A Academia Feirense de Letras tem a satisfação de convidar todos os membro do Sodalício mater das letras feirenses, assim como aos amantes das letra, para o evento de abertura do Ano Acadêmico, que acontecerá às 19 h do dia 31/03, terça-feira, no Casarão Fróes da Motta. No evento:
- A abertura das comemorações pelos 50 anos da AFL;
- Assinatura de convênio com a Fundação Senhor dos Passos; - E entrega do título de Acadêmico Honorário ao confrade e ex-presidente Eduardo Kruschewsky.
- Encerrando com uma confraternização.
No dia 17 de abril de 2026 às 19:30 horas, acontece no Casarão Fróes da Motta mais uma edição do projeto Cinema no Casarão, com entrada gratuita e aberto ao público em geral. Desta vez, com a homenagem pelos 20 anos do filme documentário "Memórias Videográficas de Feira de Santana" de 2006 e “Como nasce uma cidade” 1973 de Olney São Paulo, em homenagem ao Centenário da Cidade.
Feira de Santana, cidade entroncamento rodoviário, assistiu um extraordinário processo de transformação em todos os sentidos. O vídeo documentário vem a ser um arquivo não só de vídeo fotos, como um arquivo de imagens de uma cidade centenária, que pouco tem guardado de sua história. São imagens e depoimentos que nos permitem fazer uma viagem no tempo e nos leva a reflexão sobre o quanto destruímos o passado ou nos silenciamos diante dele e o quanto poderemos fazer para o futuro. Roteiro - Marcos Pérsico; Direção Geral - Reinaldo Bacelar; Edição - Reizinho; Produtora - Linear Produtora.
AUTORIA: Release da Ascom da Fundação Sr do Passos - Ângelo Pinto
158 ANOS DE EXISTÊNCIA E HISTÓRIA EM FEIRA DE SANTANA
Fundada em 1868 na cidade de Feira de Santana, a Sociedade Filarmônica 25 de Março é das mais antiga em atividade no estado da Bahia. Sob os auspícios de Nossa Senhora da Anunciação, ao longo dos 155 anos participou ativamente da vida sociocultural de nossa cidade.
A música da Filarmônica 25 de Março atravessa gerações e faz parte da memória cultural de Feira de Santana.
No dia 25 de março, quando a instituição celebra 158 anos de fundação, a cidade terá mais uma oportunidade de viver essa tradição.
A terceira apresentação do Projeto Retreta será uma homenagem especial à história da filarmônica.
Projeto Retreta é uma produção da Sociedade Filarmônica 25 de Março, via Lei Rouanet, com patrocínio da Rede Menor Preço, DPC, Distribuidora e Bartofil, apoio da Fundação Senhor dos Passos e realização do Ministério da Cultura, Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.
SERVIÇO:
- Próxima apresentação: 25 de março, aniversário da Filarmônica 25 de Março
- Coreto da Matriz às 19h
SOBRE A FILARMÔNICA 25 DE MARÇO
Fundada em 1868 na cidade de Feira de Santana, a Sociedade Filarmônica 25 de Março é das mais antiga em atividade no estado da Bahia. Sob os auspícios de Nossa Senhora da Anunciação, ao longo dos 155 anos participou ativamente da vida sociocultural da urbe feirense destacando-se participações nos cortejos de procissão, passeios de trem, funerais, e retretas na Festa de Sant’Anna, padroeira de Feira de Santana, passeios de trem para cidades vizinhas, participação no carnaval de Salvador, cerimônias fúnebres, bailes de micareta, nos primórdios dos festejos, e solenidades cívicas.
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No ano de 1968, ano que marcou o centenário da instituição, realisou excursão para a então capital do estado brasileiro, a cidade do Rio de Janeiro, com visitas a famosa banda Corpo de Bombeiros, regida pelo maestro Othônio Benvenuto da Silva, ao então presidente General Arthur da Costa e Silva no palácio das Laranjeiras, apresentação nas escadarias do Theatro Municipal e na Radio Nacional.
Outro momento singular na história da instituição foi a participação no I campeonato Nacional de Bandas promovido pelas instituições M.E.C. – FUNARTE – I.N.M – Rede Globo. Na ocasião a “25 de Março” sagrou-se 3º colocada e participou do disco oficial do campeonato com duas gravações: o dobrado Allah de Estevam Moura e a marcha Eliana Meireles de Tertuliano Santos. Apesar de todos os feitos e importância para a comunidade local, a Sociedade Filarmônica 25 de Março a partir dos anos 70 sofre o inicio do período de decadência.
A modernidade, o crescente processo de urbanização e industrialização, a mudança da relação campo/cidade, foram alguns dos fatores preponderantes na diminuição da importância e consequente desativação em anos posteriores. Essa situação foi agravada por pendências jurídicas, degradação da sede, bem tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia - IPAC, corpo musical com baixo número de músicos, sete integrantes e com idade avançada, que fizeram a “25 de Março” ficar em inatividade por mais de uma década.
Após a resolução das pendências administrativas, no ano de 2014 é fundada a Escola de Música Maestro Estevam Moura com o intuito de formar novos membros para atuarem no Corpo Musical da Filarmônica. Em 2015 a banda de música retorna a atividade. Além de manter uma função de referencial para os novos integrantes é o espaço onde são interpretadas as partituras do acervo da instituição. Esse acervo é composto por cerca de 600 obras, em sua maioria de compositores locais, como: Estevam Moura, Tertuliano Santos, Amando Nobre, João Manoel Dantas, João Camelier, dentre outros, que participaram como mestres de banda na agremiação musical.
Atualmente a Sociedade Filarmônica 25 de Março atua com 24 músicos em apresentações públicas pela cidade. Os locais são os mais variados desde procissões em bairros e distritos, a concertos em escolas, coretos e solenidades cívicas.
Essas apresentações contribuem com a reaproximação da instituição com comunidade e o fortalecimento da identidade cultural local.
(Extraído do Histórico do site da Filarmônica 25 de Março)
AUTORIA: Release da Ascom da Filarmônica 25 de Março - Angelo Pinto
O ANIVERSÁRIO DA FILARMÔNICA 25 DE MARÇO SERÁ COMEMORADO COM A RETRETA NO CORETO DA PRAÇA DA MATRIZ NO PRÓXIMO DIA 25 ÀS 19H
O projeto Retreta é uma produção da Sociedade Filarmônica 25 de Março, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da Rede Menor Preço, DPC Distribuidora e da Bartofil, apoio institucional da Fundação Senhor dos Passos e realização do Ministério da Cultura, Governo do Brasil.
A palavra "Retreta" tem sua origem no francês "retraite", o que significava originariamente um toque militar ao final do dia, para sinalizar o recolhimento de soldados ao quartel. Posteriormente passou a denominar apresentações musicais de bandas em praças públicas, muito comuns no interior do Brasil. Em Feira de Santana, a sociedade feirense mantinha em princípio duas Filarmônicas que realizavam apresentações em suas sedes na Rua Direita (hoje Conselheiro Franco) e em todos os eventos públicos e comemorativos que aconteciam na cidade. Vale comentar "en passan" que as Filarmônicas mantian no seu espírito características da política da cidade, ou seja, cada uma delas ligadas a determinados partidos. Mais tarde surge na cidade a Filarmônica Euterpe Feirense. que também vai ter suas características no contexto social de Feira.
O momento de grande apoteose das filarmônicas, sem dúvidas, se dava exatamente em suas apresentações nos coretos da cidade, durante datas comemorativas e festas de largos, o que permitia a assistência de toda população, permitindo aos não sócios das agremiações a usufruirem da boa música que emanava da essência e dedicação dos abnegados e talentosos músicos que aqui viviam.
Resgatar a Retreta, é resgatar a história de uma cidade. Feira de Santana mantinha três Filarmônicas lideradas por artista telentosos que depois foi enriquecida ainda mais com a Banda (também Filarmônica) da Polícia Militar, que levavam alegria, cultura e diversão para a população feirense, quando o rádio ainda era mambembe e a televisão pura ficção.
Uma outra característica que as Retretas sempre tiveram é que sempre foram apresentações musicais gratuitas feitas por bandas, geralmente militares (no início, la na França), em locais públicos como coretos ou praças, muito populares no século XIX. Segundo pesquisa a paravra originária do francês também se referia ao toque militar de recolhimento aos quartéis.
Os concertos, desde sempre, costumavam incluir marchas e dobrados, sendo uma tradição cultural das cidades do interior, normalmente as mais próspera do Brasil.
Feira de Santana foi rica em muitas Retretas, o que torna imperativo que fiquemos gratos aos organizadores deste resgate musical, histórico, que recupera nosso passado e nossa memória. Vale ressaltar nesta jornada: a Fundação Senhor do Passos, a Filarmônica 25 de Março, as demais Filarmônicas, Vitória e Euterpe Feirense, e todos esse músico, maestros, compositores maravilhosos que mantém viva esta chama da vida feirense!
E a Retreta continua!
Próxima apresentação: 25 de março, aniversário da
Filarmônica 25 de Março
•Coreto da Matriz às 19h
O projeto Retreta é uma produção da Sociedade Filarmônica 25 de Março, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da Rede Menor Preço, DPC Distribuidora e da Bartofil, apoio institucional da Fundação Senhor dos Passos e realização do Ministério da Cultura, Governo do Brasil.