THALITA REBOUÇAS, LUIZ SIMAS E TIA MÁ MOVIMENTAM PENÚLTIMO DIA DO FLIFS
Encontros sobre literatura, comunicação e representatividade dividiram espaço com momento cosplay e show da banda 80m na pista, que encerrou a programação.
O penúltimo dia da 19ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS) foi marcado por encontros que aproximaram literatura, comunicação, representatividade e cultura pop. Ao longo da programação, o público acompanhou conversas com nomes que transitam por diferentes linguagens e gerações, além de participar de momentos de interação com o público. Entre os destaques do dia estiveram as participações da escritora Thalita Rebouças, do pesquisador Luiz Simas e da jornalista e influenciadora Tia Má.
Conhecida por sua trajetória na literatura voltada principalmente ao público jovem, Thalita Rebouças levou ao FLIFS uma conversa sobre livros, leitura e a relação construída com seus leitores ao longo dos anos. Autora de obras que conquistaram diferentes gerações, a escritora destacou a importância de aproximar a literatura do cotidiano e de criar histórias capazes de dialogar com experiências reais.
“Gosto muito de formar leitores, de aproximar os jovens da leitura e da literatura. Fico feliz em saber que meus livros normalmente são os primeiros livros dos adolescentes. Tenho muito orgulho quando eles se identificam com as histórias contadas por mim”, afirmou Thalita Rebouças.
A presença da escritora também reforçou uma das características do FLIFS: transformar o encontro com autores em uma experiência que ultrapassa as páginas dos livros. Para crianças, adolescentes e adultos, a programação possibilitou o contato direto com quem produz literatura e contribuiu para fortalecer o vínculo entre leitores e escritores.
Outro destaque do dia foi a participação de Luiz Simas, que trouxe para o festival reflexões sobre cultura, literatura e os caminhos possíveis para ampliar o acesso às diferentes formas de expressão artística. O encontro também ressaltou o papel dos eventos literários na formação de novos leitores, na democratização do acesso à cultura e principalmente, na importância de desenvolver o pensamento crítico.
“O mais importante é a gente entender que o livro te coloca diante da necessidade de reconhecer o outro: outras perspectivas, outras culturas, outras variáveis. A partir disso, a gente consegue ter condições de pensar em um país mais justo e menos desigual”, destacou Luiz Simas.
A programação também abriu espaço para discussões sobre representatividade e os lugares ocupados por diferentes vozes na sociedade. Tia Má participou de um dos encontros do dia, levando para o público sua experiência como influenciadora e reflexões sobre identidade, representação e a importância de ocupar espaços de fala.
Ao longo da conversa, a jornalista destacou como a construção de novas narrativas pode contribuir para ampliar perspectivas e questionar representações que, durante muito tempo, foram reproduzidas de maneira limitada na mídia e na sociedade.
“É fundamental você estar em um lugar onde possa ouvir todo tipo de ideia. Eu sou a favor das divergências para construir novas possibilidades. Então, democracia é isso: um espaço onde todas as pessoas possam se expressar de forma livre e sem preconceito”, disse Tia Má.
Além das mesas e encontros literários, o penúltimo dia do FLIFS também foi marcado pela presença da cultura pop, em um momento cosplay que trouxe personagens, criatividade e descontração para o festival. A atividade ampliou a diversidade da programação e mostrou como diferentes manifestações culturais podem dialogar dentro de um mesmo espaço.
A participação do público ajudou a transformar o momento em uma celebração da criatividade, reunindo pessoas de diferentes idades e interesses. Com fantasias e caracterizações inspiradas em personagens conhecidos, o cosplay acrescentou um novo elemento à programação do festival e reforçou a proposta de reunir literatura, arte e cultura em suas mais variadas formas.
O encerramento ficou por conta da música. Em clima de rock, a banda 80 na pista subiu ao palco para fechar a noite com um repertório marcado pela nostalgia e por sucessos que atravessam gerações. A apresentação levou o público a cantar, dançar e aproveitar os últimos momentos do penúltimo dia do festival. A diversidade de atrações reafirmou a proposta do FLIFS de ser um espaço de encontros. Entre livros, debates, representatividade, personagens e música, o festival mostrou que a literatura pode estabelecer diálogos com diferentes manifestações culturais e alcançar públicos diversos.
Sobre o FLIFS
O Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS), reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia, é um dos maiores eventos literários do estado. Realizado anualmente desde 2007, o festival promove o livro, a leitura e as diversas manifestações culturais, com destaque para a formação de novas gerações de leitores, contação de histórias, cordel, oficinas, lançamentos de livros e apresentações musicais. O FLIFS foi a primeira feira literária da Bahia e completa 19 anos de história em 2026.
A realização é da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e do Sesc Feira de Santana. A organização conta com a parceria da Arquidiocese de Feira de Santana, Prefeitura Municipal de Feira de Santana, Secretaria Estadual de Educação (NTE 19), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Instituto Federal da Bahia (IFBA) – Campus Feira. O patrocínio é da Câmara Municipal de Feira de Santana e da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). O apoio é da Fundação Pedro Calmon e do Estado da Bahia.
Serviço:
- FLIFS 2026, 19ª Edição
- De 25 de agosto a 30 de agosto
- Local: Centro de Convenções de Feira de Santana BA - Rua Tupinambás, nº 69, no bairro São João. Próximo ao Boulevard Shopping.
- Entrada: gratuita
- Acompanhe a programação completa e as novidades nas redes sociais oficiais do festival.