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CERIMÔNIA DE LANÇAMENTO DO PROJETO CULTURAL "LITERACRIA" NO PRÓXIMO DIA 02 DE JUNHO

Um projeto essencialmente antirracista com objetivo de criar espaços para que jovens negros e periféricos possam ser ouvidos vistos e reconhecidos socialmente.
Publicado em: 24/05/2026 - 21:05:48
Fonte: Release da Ascom do Projeto


    Com o fito de promover saraus literários, oficinas, apresentações culturais, rodas de conversa e visitas em escolas, para criar espaços onde jovens negros possam ser vistos, ouvidos e valorizados, o projeto antirracista "Literacria terá seu lançamento no próximo dois de junho no Centro Juvenil de Ciência e Cultura.                                                                                
SOBRE O PROJETO CULTURAL DE LITERATURA ANTIRRACISTA:
    O LiteraCria, é um movimento cultural gratuito que nasceu para fortalecer a juventude negra e periférica através da literatura, da arte e da educação antirracista em Feira de Santana.
    O projeto promove saraus literários, oficinas, apresentações culturais, rodas de conversa e visitas em escolas, criando espaços onde jovens negros possam ser vistos, ouvidos e valorizados. Além disso, reconhece escritores e poetas negros locais, oferecendo representatividade, aprendizado e oportunidades que muitas vezes são negadas às periferias.
    O LiteraCria surge da realidade vivida por jovens artistas da rede pública de ensino, que cresceram enfrentando a falta de incentivo, reconhecimento e espaços culturais acessíveis. A iniciativa entende que a arte periférica precisa lutar constantemente para existir e ser respeitada. Por isso, o movimento foi criado para mostrar que a juventude periférica produz cultura, pensamento, liderança e
transformação social.
    Um dos principais objetivos do projeto é democratizar o acesso à educação antirracista, à leitura e ao conhecimento sobre a história e ancestralidade do povo negro. O LiteraCria acredita que conhecer a própria história fortalece identidades, combate apagamentos históricos e ajuda na construção de uma sociedade mais justa. Também defende que combater o racismo não depende apenas de denunciar preconceitos, mas de criar consciência através do conhecimento, do diálogo e da educação.
    A leitura é vista como uma ferramenta de emancipação e mudança social. Quando autores negros, pensadores periféricos e produções independentes chegam às comunidades, novas possibilidades são abertas. Ler passa a ser um ato de autonomia, reflexão crítica e construção de futuros diferentes.
    O projeto também busca dar visibilidade a jovens artistas negros e periféricos que frequentemente são silenciados por estruturas sociais excludentes. O LiteraCria reconhece que existe talento nas ruas, nos bairros periféricos, nos saraus, nas batalhas de rima, nas danças, pinturas e diversas formas de expressão artística. O problema nunca foi falta de capacidade, mas sim falta de oportunidade.
    Além da arte, o movimento valoriza a construção de comunidade e o fortalecimento coletivo. O LiteraCria entende que transformar a realidade exige união, apoio mútuo e espaços onde os jovens possam crescer juntos. Defende ainda o protagonismo juvenil, mostrando que a juventude não é apenas o futuro, mas também liderança e potência no presente.
    Mais do que um projeto cultural, o LiteraCria é um movimento de pertencimento, resistência e transformação social. Seu propósito é ocupar espaços que historicamente negaram voz à população negra e periférica, criando caminhos onde antes existiam silêncio, invisibilidade e exclusão. (Caroline Vilarinho da Luz)

SOBRE CAROLINE VILARINHO DA LUZ:
Caroline Vilarinho da Luz, mais conhecida como Carol Vilarinho, é uma jovem escritora, poeta, palestrante e liderança negra em ascensão no cenário educacional e cultural do Brasil. Nascida em 19 de agosto de 2007, em Feira de Santana (BA), desde muito cedo demonstrou sensibilidade artística e engajamento social. Sua trajetória como escritora começou em 2015, aos sete anos, e desde então vem sendo construída com coragem, fé e muita vontade de transformar realidades através da palavra.
    Carol se define como uma menina com medos, mas com uma enorme coragem e senso de propósito. Sua voz firme e sensível vem alcançando jovens e adultos dentro e fora do Brasil, impactando principalmente a valorização da cultura afro-brasileira, a luta antirracista e a construção de espaços de representatividade negra. Ao longo de sua caminhada, participou de programas de rádio, podcasts e eventos culturais, alcançando juntos um público superior a 500 mil pessoas em todo o Brasil em uma das suas participações em um Podcast na Rádio DTV — em Feira de Santana.
    É autora do Projeto Cultural Escritas Negras, movimento dedicado à valorização de escritores(as) negros(as) e à promoção da história, identidade e voz do povo negro. A iniciativa surge em resposta à invisibilidade e ao apagamento histórico, reafirmando o lema que conduz o projeto: “a gente não pode parar de escrever!”.
É também autora do Projeto Cultural de Literatura Antirracista LiteraCria, movimento dedicado a dar visibilidade e voz a poetas e escritores oriundos da periferia. A iniciativa reconhece e valoriza a poesia negra periférica como expressão legítima de resistência, protesto e reivindicação de direitos.
    O projeto não apenas reverencia autores já consagrados, mas também abre espaço para aqueles que estão iniciando sua trajetória literária — especialmente estudantes da rede pública que encontram na poesia um instrumento de afirmação, identidade e luta. No LiteraCria, escrever é ocupar espaços e garantir que vozes historicamente silenciadas sejam ouvidas.
    Até o momento, Carol possui quatro obras publicadas: três em antologias e uma em revista — sendo esta última vencedora do Edital Makota Valdina. Sua presença também inclui a antologia Prosa & Verso, da qual participa há três anos consecutivos, em parceria com os escritores Luis Pimentel e Roberval Pereyr, com apoio da FLIFS e da UEFS.
    Em sua cidade, Carol é reconhecida como referência juvenil e ativista antirracista. Em novembro de 2024, foi homenageada com a Medalha Personalidade Afro Conecta, e em julho de 2025 recebeu o Título de Mulher Negra em Movimento, pelas contribuições ao movimento antirracista em Feira de Santana. Na FLIFS 2024, foi entrevistada por Bruno Monteiro, secretário de Cultura do Estado da Bahia (Secult/BA), sobre sua trajetória e vivências.
    Em 2025, Carol foi convidada como uma das principais artistas responsáveis por abrir a Solenidade de Lançamento do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana - FLIFS, ampliando ainda mais sua visibilidade no cenário literário. Também integra a 2ª edição da Revista Experimente, em parceria com o Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC).
    Muito além da escrita, Carol promove rodas de conversa, visitas a diversas escolas de Feira e região, encontros e ações voltadas ao povo negro, atuando como quem abre caminhos, constrói pontes e cria espaços de escuta e empoderamento — especialmente para estudantes negros, periféricos e da rede pública.
    Sua história continua sendo escrita com força, ancestralidade e resistência, inspirando juventudes em todo o país.

SERVIÇO
O que: Lançamento do Projeto Literacria
Quando: 02 de junho a partir das 15:20 h
Onde: Centro Juvenil de Ciência e Cultura CJCC, localizado na Av. Rio de Janeiro, 156 - Pedra do Descanso.
Participações confirmadas: Moviafro - Centro de Cultura de Feira de Santana; Júlia Suzarte - Poeta e Quilombola; Luma Luz - Poetisa; Daniel Pinto - Escritor; Batalha do Jacaré - BDJ - Coletivo Cultural.

Fotos



Apoio Cultural:



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