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A BATA DO FEIJÃO E O MAP

Um costume secular que está morrendo e que precisamos urgentemente incluir nas exibições artístico/culturais por todo o seu encanto.
Publicado em: 30/09/2016 - 03:09:03
Fonte: Viva Feira


    É natural que a tecnologia nos traga avanços, segurança e até muito conforto, mas certamente não nos poupara da supressão de alguns bens imateriais que se não socorrermos terminarão deixando de existir.
    Dentre estes bens que vemos desaparecer, como os festivais de balões, nas festas juninas, que não haveria como permitir a continuação pois colocava em risco a segurança e até a vida das pessoas, além do patrimônio público e particular, em uma sociedade que teve um crescimento populacional bastante significativo, temos outras atividades, que tem cunho tradicional, mas que não causam nenhum dano, ao contrário, são divertidas e prazerosas e que não podemos deixar cair no esquecimento em virtude de suas peculiaridades.
    A "bata de feijão", atividade rural que era comum em todo nordeste, e que se caracterizava pela reunião de amigos, vizinhos e parentes dos produtores, que regados a uma boa bebida, em geral uma cachacinha, e muitas vezes uma grande feijoada, reuniam-se para bater o feijão colhido e já seco, no ponto da descasca.
    A "bata" se dá após o feijão colhido que fica um período pendurado em uma armação tosca de madeira, que apelidam de "moleque" até ficar completamente seco em ponto de descasca, quando marcam a atividade, separando bons cassetes, limpam o terreiro e preparam a casa para receber os visitantes, que com o feijão arrumado em um monte bem alto, passam a cantar e bater no monte de feijão que vai descascando até que só restem as cascas, que são retiradas, e ai começa um trabalho mais típico das mulheres, que pegam o feijão do chão e colocam em grande peneiras e enquanto jogam com perícia os grãos para cima e aparam de volta na peneira, cantem também, canções típicas da atividade e conseguem limpar toda terra que estava no feijão, colocando finalmente em algum recipiente definido pelo proprietário da plantação. É uma festa, que integra e une os produtores rurais, principalmente os pequenos.
    Os detalhes engraçados, decorrem das atitudes dos participantes, pois estabelece-se uma competição pela agilidade em bater o feijão e chutar de volta os ramos que com as pancadas vão se afastando dos montes, puxando cantos que em regra são originais e típicas de cada região. O mesmo acontece no momento da limpeza do feijão com as peneiras, neste caso também as canções são originais e típicas. Uma ressalva, que merece ser feita, é que a bata, assim como, a limpeza do feijão não tem de forma expressa nenhuma restrição entre gêneros, tanto as mulheres participam das batas, assim como, existem homens extremamente habilidosos com as peneiras, mas a preferência pela atividade em geral acontece naturalmente.
    A tecnologia criou máquinas que descascam o feijão de forma rápida e eficiente, usadas nas grandes propriedades, onde as batas estão desaparecendo, ou já desapareceram. No entanto permanecem ainda vivas entre os pequenos produtores rurais, principalmente nos locais mais distantes das cidades de maior porte.
    As "batas" já devem ser apresentadas em eventos culturais como atividades tradicionais do campo, como o maculelê outros folguedos, e observando a necessidade de fazer com que a tradição sobreviva, Asa Filho realizou há uns dois anos na Cidade da Cultura uma bata que foi muito festejada pelos intelectuais e estudantes da cidade, e este ano a ArtMap promoveu uma bata no Mercado de Arte Popular, na abertura da semana do  Folclore (22/08/2016), com uma orientação didática, informando a importância desta atividade para o homem do campo. Um excelente trabalho.
    O Viva Feira acompanhou a "Bata do Feijão" do MAP, filmou, tendo postado o trabalho em nossa página no Youtube, e ainda elaborou um álbum de fotos para ilustrar ainda mais esta iniciativa de muito bom gosto. Vejam as fotos no álbum postado a seguir:


A BATA DO FEIJÃO E O MAP

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