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SEXO NO CARRO

O MUNDO DE VALENTINA
Publicado em: 31/07/2016 - 06:07:52
Fonte: Fabiana Machado


    Não, ele não conseguia resistir aos encantamentos de Valentina, por maior que fosse o seu esforço, quando ele a encontrava, sentia-se feito um produto inflamável perto do fogo prestes a entrar em combustão.
    Apesar dele se considerar um homem resoluto, consciente dos próprios atos e dedicado à família, ela sabia que ele era sobretudo um pecador como qualquer outro mortal. Porque quem vive neste mundo está condenado ao pecado. Esta é a tragédia primeira da vida!
    Eram dezesseis horas quando se encontraram, naquela tarde fria, depois de muitos meses que não se viam. O clima era bem-humorado, a conversa era estimulante e saudosista, e depois de algumas horas de conversa seguiu-se um silêncio fúnebre.
- Arthur com os olhos fixos voltados para os olhos de Valentina, disse-lhe que a sua carne pingava delírios de pecado por ela.
- Ela sorriu e imediatamente respondeu-lhe: deixa de ser dramático, Arthur. Atrevo-me a dizer que não se alcança a vida eterna fora do pecado.  
- Valentina, a filósofa!!!
- Não, eu não sou filósofa, Arthur. Eu sou somente a soma de minhas experiências, dos livros que leio, das viagens que faço e dos amores que vivo.
- Você tem uma boca que eu nunca vi igual... esplêndida...você é uma mulher incrível, Valentina.
- Atrás das suas doces palavras de elogios, eu vejo perigosos galanteios, querido Arthur.
- Ele sorriu e completou... o mundo precisa de mais Valentinas... - sua alma é muito bonita.
-Querido, obrigada pela gentileza dos seus mimos e agrados, mas tenho que ir antes que as suas boas qualidades subam a minha cabeça!
- Onde está o mal disso, Valentina?
- Na ameaça do seu contágio, Arthur! O prazer é uma doença... e nosso encontro não precisa acabar desta maneira.
    Arthur gostava muito de Valentina, ele viveu sufocado por esses longos meses, porque ela simplesmente sumiu... desapareceu - e a relação deles era possessa de loucuras, concupiscências, desejos, fantasias e segredos.
    Eles viveram a mais viva e abundante felicidade. Mas, assim como o fim das mais bonitas, puras e transparentes relações se deve ao acaso... ora, com eles não foi diferente...!  Ocorre que um corpo ocupado por um grande amor jamais vive sem ele.
    O sentimento que um sentia pelo outro era tão genuíno que ele se arriscou e suplicou mais uma vez, por favor, fique mais um pouco, Valentina. – Arthur, a inspiração que me toca vem de Afrodite e de Eros, quanto a isso nada posso fazer, exceto ir embora...
- Não precisa ir a não ser que não me queira mais, Valentina!
- Exagerado você, hein, disse ela!!!
-Estou rastejando aos teus pés, minha querida.
- Hummm! Gostei do seu senso de humor, rei Arthur!
– Então, você está com o homem certo...
    Ao olhar para ele, a fim de se despedir, Valentina foi tomada por aqueles olhos castanhos emocionados, sedutores e excitantes, neste momento, a sua razão sucumbiu àquele impulso amoroso.
    Ela se jogou nos seus braços e beijou a sua boca como se nunca tivesse beijado aquela boca antes. Ele foi o seu escravo sexual, o seu súdito pervertido, o seu brinquedo erótico e o seu macho submisso.
    Valentina colocava a sua língua úmida e quente no ouvido de Arthur, mordendo sua orelha sussurrava:  eu nunca transei dentro de um carro, ao céu aberto, à luz do dia, com transeuntes passando para lá e p’ra cá.
    Aquela exposição indecente, obscena e lasciva deixava Arthur mais desejoso e excitado, enquanto Valentina, entre gemidos, molhava o seu rosto com o gozo dela!...



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