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DIVAGANDO


Publicado em: 15/01/2019 - 01:01:33
Fonte: Raymundo Luiz Lopes


    Logo após um sono reparador, no meio da tarde, pergunto-me se estava sonhando ou divagando, mas, não me preocupei em saber o que seria fruto de alguma movimentação onírica ou da vigília. Sem esforço, uma frase de Nietzsche emergiu subitamente: "Há uma inocência na admiração..." , porém o restante do pensamento não aflorou. O trecho ficou insistindo, sem querer me abandonar. Deixei-o livre! E, assim, partiu... Não demorou muito em surgir outras investidas. Uma delas, ..."flor que se cumpre...", só pouco depois lembrei-me de que fazia parte de um poema (Sugestão) de Cecília Meireles, um tanto esmaecido na minha memória. Curioso, fiz minha busca e localizei o poema. Confesso que me abstive de qualquer entendimento racional em torno da experiência. Estar como uma folha ao vento, como um pássaro tranquilo no seu percurso, me bastava, foi o suficiente. Pois bem, entreguemo-nos ao deleite:

"SUGESTÃO

Sede assim — qualquer coisa
serena, isenta, fiel.

Flor que se cumpre,
sem pergunta.

Onda que se esforça,
por exercício desinteressado.

Lua que envolve igualmente
os noivos abraçados
e os soldados já frios.

Também como este ar da noite:
sussurrante de silêncios,
cheio de nascimentos e pétalas.

Igual à pedra detida,
sustentando seu demorado destino.
E à nuvem, leve e bela,
vivendo de nunca chegar a ser.

À cigarra, queimando-se em música,
ao camelo que mastiga sua longa solidão,
ao pássaro que procura o fim do mundo,
ao boi que vai com inocência para a morte.

Sede assim qualquer coisa
serena, isenta, fiel.

Não como o resto dos homens."



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