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O BANDO ANUNCIADOR É DO POVO

A juventude feirense adotou o "Bando Anunciador", resgatado pouco a pouco pelo Cuca desde 2007, atingindo nesta 11ª edição um crescimento espontâneo e surpreendente.
Publicado em: 13/07/2017 - 10:07:59
Fonte: Viva Feira


A VOLTA DO BANDO
    Em 2007 sob as batutas do Reitor da UEFS, José Carlos e da Diretora do Cuca, Selma Oliveira, houve o resgate de um dos eventos nascido de manifestação espontânea de alguns boêmios e que popularizou-se na cidade até a Igreja suspender os festejos de iniciativas populares em homenagem a padroeira da cidade, "Senhora Santana", por ser profanos e também sob a alegação de ter se tornado violentos.

A RETOMADA DEFINITIVA DA TRADIÇÃO
    Como o que é da alma de um povo, tem uma força natural que não tem explicação lógica, e não sabemos exatamente como é que acontece, o Bando que foi resgatado timidamente em 2007 pelo Cuca/Uefs e fortemente incentivado por Selma Oliveira e sua equipe na direção do Cuca, na época, com apoio integral do Reitor José Carlos, veio crescendo de ano a ano com participação popular cada vez maior e espontânea como na época de sua criação. Hoje, bairros, grupos sociais, colégios, instituições e até mesmo empresas se organizam para fazer parte do furdunço. Nenhuma artista famoso ou grupo musical é pago ou convidado para animar os participante, são bandas improvisadas com músicos feirenses ( amadores e profissionais perfeitamente integrados), organizadas pelos próprios grupos, que contam com a participação dos foliões para cantarem no trajeto, marchinhas antigas e até algumas canções originais compostas para o Bando ou adaptadas de canções consagradas parodiadas pelos participantes mais criativos. Normalmente jocosas e provocativas, mas até inocentes diante de tantas barbaridades que ouvimos hoje na grande mídia.
    Não temos um levantamento de quantos grupos, hoje, compõem o Bando Anunciador da festa da Padroeira, são muitos, o suficiente para, em determinado momento do evento, ocuparem todo trajeto que entende desde a Praça da Matriz, a Rua Conselheiro Franco, a Praça dos Remédios, o Beco do França, a Av. Sr. dos Passos, a Rua Marechal Deodoro, os Becos do Mocó e da Energia, retornando à Rua Conselheiro Franco e dispersando após muito samba e confraternização em frente ao CUCA, ocupando também a Praça da Matriz.
    O trajeto após o resgate de 2007, ia até a Praça Fróes da Mota, mas em virtude da truculência de uma Igreja Evangélica instalada naquela Praça, para evitar conflitos, os organizadores por uma questão cautela entenderam por bem estabelecer o trajeto que informamos acima, o que não tirou o brilho do evento que tem acontecido todos os anos com crescimento espontâneo e espantoso para um evento sem nenhum incentivo dos poder público municipal.
    O Bando neste dois últimos anos passou a contar com eventos diretamente a ele vinculados. O "Jeca Total", bar tradicional da cidade, há alguns anos vem realizando um encontro durante o dia da realização do Bando, após participarem com o "Bando do Jeca" no desfile de rua, reúne participantes, frequentadores e amigos do espaço, para continuarem, em suas dependências, com a festa que já encerrada na Rua, continua no Jeca e normalmente com a disponibilidade de um prato típico da região que é preparado para os frequentadores. O Mercado de Arte Popular pelo segundo ano, promove um evento de samba, que normalmente começa com o Bando ainda na Rua e esquenta com atrações locais de peso e vinculadas a cultura da região, regados a uma feijoada que está se tornando obrigatória e  não dá pra quem quer. Este ano uma das atrações de destaque foi o Grupo da "Quixabeira da Matinha", Samba de Roda autêntico já consagrado na região, que lotou completamente o espaço.
    Tivemos também este ano, uma novidade que empolgou demais o público, que foi a apresentação da Banda Roça Sound, a partir da janela principal do prédio da Filarmônica Vitória, com a presença de outros grupos convidados da Roça e que permaneceu animando o público durante o desfile e mesmo após a dispersão da maioria do festeiros balançou seu público até as primeiras horas da tarde, uma iniciativa que pelo visto agradou demais uma parcela significativa dos frequentadores do Bando, tendo lotado completamente a frente do prédio da Vitória.
    Não temos conhecimento de nenhum apoio da Prefeitura Municipal, apenas a UEFS através do Cuca oferece as diretrizes principais do evento, e mantém uma estrutura que pode servir de apoio em um caso de necessidade, caso ocorra algum imprevisto. A Polícia Militar que dá o apoio logístico ao evento é mínima considerando o número de frequentadores do evento, e não se tem notícias de nenhuma ocorrência no circuito do Bando, que comprometa esta iniciativa popular.
    O BANDO ANUNCIADOR DA FESTA DA PADROEIRA, é hoje, em Feira de Santana, o maior e mais importante evento cultural, ainda promovido pelo CUCA, mas dinamizado pela própria população e de iniciativa da família feirense, alegre, pacífico e animado, ocorrendo sempre com um espírito de integração, motivando encontros de velhos amigos e dos que realmente amam e valorizam nossa cidade.

A RAINHA DO BANDO
    Desde que foi criado nos primeiros anos, os fundadores da fuzarca acharam por bem elegeram entre os adeptos a Rainha do Bando, e nesse ponto o CUCA tem tomado todos os anos a Iniciativa de realizar esta tarefa, promovendo sempre no Teatro Universitário do Cuca um evento que reune show musical, palestras sobre a cultura de um modo geral, e finalmente a eleição da rainha do bando, que julga as candidatas, principalmente pela animação e pela identidade com o evento, sem os critérios tradicionais das eleições de Rainhas deste acontecimentos de um modo geral.
Este ano as eleitas foram:
1º LUGAR - RAINHA - Marcilene Costa ( Lene Costa)
2ª LUGAR - PRINCESA - Viviane Sampaio
3ª LUGAR - PRINCESA - Thaiane de Anastácio
4ª LUGAR - MISS SIMPATIA - Nelza Chistina
5ª LUGAR - MISS TERCEIRA IDADE - Margarida Gonzaga
    O show musical ficou por conta do Grupo "Outros Baianos" (Tanny Brasil e Janno) e a palestra ficou sob o encargo de Elsimar Pondé, Edson Borges e Márcia Porto, que discorreram sobre o tema "QUEM NÃO SE COMUNICA SE TRUMBICA", atribuído e em homenagem a Abelardo Barbosa, ou como era conhecido pela Brasil inteiro, Chacrinha, "O Velho Guereiro";
    No final desta matéria estamos postando seis álbuns de fotos da Eleição da Rainha do Bando, com mais de quinhentas fotos do grande retratista feirense, Beto Souza, que como é seu costume, qualquer evento que ele fotografe fornece uma fiel radiografia dos principais fatos ocorridos, confiram.

PEQUENO RELATO DAS ORIGENS DE ALGUNS EVENTOS POPULARES FEIRENSE
    Os eventos populares a festa da padroeira eram o "Bando Anunciador da Festa de Santana", a "Lavagem da Igreja da Matriz" e a "Levagem da Lenha", todos de iniciativa da população feirense. É certo que com características inteiramente profanas, pelas semelhanças com as festas carnavalescas, com cantos e danças em vias públicas, mas com foco em divulgar a novena e festejos patrocinados pela própria igreja em homenagem a "Senhora Santana", ocasião na qual era disponibilizado o Coreto da Praça da Matriz para apresentação das Filarmônicas feirenses ("25 de Março", "Vitória", "Euterpe Feirense" e a "Banda da Polícia Militar"), e organizavam quermesses nas praças da Matriz e Padre Ovídio. Eram festas memoráveis.
    A "Lavagem da Igreja" que era no início dos dias da novena de "Santana", é um costume comum em em festas semelhantes, em muitas cidades baianas, como até hoje acontece na "Lavagem do Bonfim" em Salvador todos os anos. A "Levagem da Lenha" que é uma manifestação estimulada pela própria Igreja, na época que Feira ainda não tinha luz elétrica, e por isso mesmo, solicitava que os fiéis levassem lenha para depositar na lateral da Catedral, desde alguns dias em que antecediam a novena, com o propósito de montar grandes fogueiras no entorno da Igreja e assim iluminar a quermesse. Estas "levagens de lenhas", com o tempo, ganhou características próprias por iniciativa de populares, e alguns grupos começaram a se organizar para virem dos Distritos e da periferia com animais carregados de lenha no intuito de atenderem o reclame da Igreja e abrilhantar a festa. Com o tempo passaram, inclusive a enfeitar os animais com papéis crepons e outros adornos, alguns mais velhos afirmam ter surgido daí a expressão, "...mais enfeitado do que jegue (ou burro) em dia de levagem.", que atualmente passaram a usar a expressão como "...em dia de lavagem", confundindo a origem da máxima.
    Em relação as fogueiras armadas para iluminar a festa, alguns relatos dão conta de que no princípio eram muitas fogueiras em volta da Matriz, depois passou a ser apenas duas grandes fogueiras de um lado e do outro da Igreja, e finalmente por ter sido arborizado o lado direito na Praça da Matriz, passou a ser montada uma grande fogueira do lado esquerdo da Catedral, mas precisamente na Praça Padre Ovídio, que ia sendo alimentada durante todo período da festa. As fogueiras sobreviveram até depois da chegada a luz elétrica em Feira que no início era com geradores e desligavam à meia noite.
    Mesmo depois que Feira recebeu a energia gerada pela Usina de Bananal, os feirenses mais festeiros continuaram a brincadeira de enfeitar os animais e formarem blocos que vinham dos bairros e da periferia e iam se encontrando até formarem um desfile com bandas improvisadas, cantorias regadas a muita aguardente, como não poderia deixar de ser e só dispersavam á noite, na Praça da Matriz.
    Já o "Bando Anunciador" tem origem a partir do bom humor dos notívagos feirenses que achavam por bem uns quinze dias antes da Festa de Santana, virarem a noite na farra (Muitos relatam que a maioria terminavam a madrugada nos meretrícios) e na manhã seguinte, bem cedo, saíam pelas ruas do centro da cidade, cantando e batucando com o propósito de anunciarem que a festa da Padroeira se aproximava, daí a população pouco a pouco foi aderindo a brincadeira, que tomou proporções e se tornou uma verdadeira tradição, Embora um bispo retrogrado da Igreja tenha tentado destruir foi resgatado e hoje cresce e brilha pela iniciativa popular assegurando a manutenção de uma das nossa tradições, criadas pelo bom humos e pela fé do povo feirense.
    - O Viva Feira, realizou um registro do Bando agora em 2017, com mais de quinhentas fotos do desfile, mais de quinhentas fotos da Eleição da Rainha do Bando, um pequeno registro do evento promovido no MAP, e na frente da Vitória, que podem ser visto e copiados nos álbuns postados ao fim desta matéria! Curtam! Fizemos também um bom registro em vídeos com algumas entrevistas que iremos publicar na proporção que forem editados durante esta e a próxima semana. Acompanhem as postagens e confiram os álbuns


Bando Anunciador - Álbum 1
Bando Anunciador - Álbum 2
Bando Anunciador - Álbum 3
Bando Anunciador - Álbum 4
Bando Anunciador - Álbum 5
Bando Anunciador - Álbum 6
Eleição da Rainha do Bando - Álbum 1
Eleição da Rainha do Bando - Álbum 2
Eleição da Rainha do Bando - Álbum 3
Eleição da Rainha do Bando - Álbum 4
Eleição da Rainha do Bando - Álbum 5
Eleição da Rainha do Bando - Álbum 6

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