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A BOCA QUE ME BEIJA


Publicado em: 16/12/2016 - 15:12:04
Fonte: Fabiana Machado


    Eu vou lhes contar uma história envolvente, sedutora e exótica que vivi numa dessas cidades do interior da Bahia, mais precisamente pela Chapada Diamantina. As imagens de tão vivas possuem cores, cheiros, sabores e sons, parece que foi ontem o meu encontro com aquele espírito inadaptado, poético, místico e encantador.
    Quando eu a vi, pela primeira vez, ela caminhava pela rua, o vento velejava pelos seus cabelos longos, leves e sedosos, feito fios de seda, delicados e tecidos como o bicho-da-seda tece o seu casulo. Eu a observava a andar, ela caminhava revolvendo as ancas e por debaixo do tecido fino do seu vestido florido, eu buscava ver o que o meu desejo pedia.
    O que me impelia a ela não era um impulso mecânico, físico e vulgar, não, não era. Eu sentia uma cócega no peito. Precisava dar o primeiro passo, porque não podia deixar perecer aquela volúpia. Chega! Ainda não é hora para falar de volúpia. Porque não foi só isso! Quanto mais eu a olhava, mas eu era tocado por ela, a face dela era amável e benévola, o seu corpo era pequenino e parecia frágil, mas os seus olhos expressavam dureza e bravura. Agora eu sei que os grandes e melhores acontecimentos nascem do acaso.
    Por isso, eu não hesitei, atravessei aquela rua, mas estava tão nervoso que não me recordo quais foram as minhas primeiras palavras dirigidas àquele sonho de mulher. Lembro-me que o sorriso dela se expressava de várias maneiras. O belo tem esse poder, não é mesmo? Não há constância no belo, tudo que é belo se apresenta de várias maneiras, por isso é belo. Essa experiência marcou profundamente a minha vida.
    Entrei em estado de êxtase, torpor, embaraço mental, paralisia corporal, não sei direito o que me deu, só sei que não conseguia ouvi-la, apenas via sua boca mexer, até que de repente eu ouvi ela perguntar-me: - você está bem?
    -Ah, sim, sim! Desculpe-me. Eu sou Arthur. Estou meio perdido na cidade, precisava encontrar um lugar para almoçar.
    Ela respondeu-me: passarei próximo a uma casa de comida, você pode me acompanhar se quiser.
    -Claro! Obrigado pela gentileza.
    Enquanto andávamos, eu me sentia bem na companhia dela. Eu queria a todo tempo dizer alguma coisa, mas não tinha coragem, seria muito atrevimento de um estranho? Talvez sim, talvez não. Mas preferi manter-me calado e caminhar ao lado dela. O silêncio nos unia. Mas parecia que estávamos nos falando por pensamento, isso me impressionava!
    Chegando em frente à casa de comida, como ela a nominou, nós paramos e ela se despediu. Bateu-me o desespero, porque eu não tinha perguntado o seu nome. Como pode eu ter deixado ela ir, assim? Sequer seu nome eu sabia! Na porta da casa de comida, tinha um garçom dando as boas vindas aos clientes, eu aproveitei para perguntar se ele conhecia aquela doce mulher que me levara até aquele lugar. O garçom surpreso, perguntou-me: - você não conhece a Valentina? Ela é a mulher mais famosa e importante da cidade. Ela é a proprietária do “Harém Real”, casa de cultura da cidade.
    Enquanto o garçom falava, as informações subiam à minha cabeça e eu buscava saber mais e mais sobre aquela mulher fascinante. O garçom empolgado ia me dando notícias de tudo, inclusive que naquela semana estrearia a nova peça teatral da Valentina cujo tema era “A Boca Que Me Beija”. Eu ali parado, tenso, ansioso e querendo saber tudo sobre aquela mulher e ele narrando a vida dela como se narra uma roteiro de novela.
    Ele dizia-me: - você está vendo a cidade lotada de gente desse jeito? Essas pessoas veem de longe só para assistir as peças teatrais da Valentina, estão dizendo por aí, que para esta semana já foram vendidos mais de 20 mil ingressos. As pousadas, hotéis e dormitórios têm cama debaixo de cama e muita gente ainda arma barraca de camping lá no “Harém Real”.
    No “Harém Real” a sexualidade é livre e o prazer não tem tabu. Eu ouvi dizer que uma das atrizes desta semana será a filha do prefeito da cidade e ela vai pintar com batom vermelho o próprio sexo na frente de todos e Valentina vai escolher aquele que vai beijar o sexo dela, por isso o nome da peça é “A Boca Que Me Beija”!!! Eu não perco por nada essa peça.
    Nunca havia ouvido nada parecido, eu só poderia estar sonhando, que cidade era aquela, isso na Bahia? De pronto, interessei-me em ficar naquela cidade. Agradeci pelas informações ao garçom e fui correndo comprar um ingresso para à noite testemunhar a libertação de Eros.
    O espetáculo começava às 19:00h, mas a partir das 17:00h a cidade começou a esvaziar, porque as pessoas se dirigiam ao “Harém Real”. Eu fui um dos primeiros a chegar lá, fiquei impressionado com tamanha delicadeza, luxúria, ostentação, beleza ambiental e criatividade. O palco foi montado frente a uma cachoeira encantadora, parecia um pedaço do céu aqui na terra. As plantas, árvores e flores mais lindas da galáxia estavam todas lá. Um verdadeiro paraíso. Tudo era muito agradável.
    O “Harém Real” era a fonte de toda a magia e poesia do espetáculo, as atrizes saíram de dentro da cachoeira, vestidas de deusas do amor, todas semi-nuas. É da água que faz nascer o sexo? O senso artístico de Valentina era apaixonado. E lá os nossos pensamentos eram livres de disfarces e mentiras. Minha boca nunca sentiu tanto desejo como naquela noite.
    Em meio às sequências de dança, parecendo um ritual místico, tinha duas perfeitas e belas mulheres, talvez a filha do prefeito fosse uma delas, como disse-me o garçom. Mas eu não saberia identificá-la. E entre movimentos leves, macios e suaves uma ia despindo a outra. Quando uma delas se encontrava totalmente nua, a outra pegou um batom, mostrou-o para a plateia, era vermelho. O que antes parecia inocente, puro e ingênuo, tornou-se sedutor, envolvente e erótico.
    A emoção do desejo cobria todas as faces e fazia nossos corações dispararem. De forma delicada a mão dela percorria as pernas úmidas, abrindo-as, deliciosamente, para que seu sexo fosse coberto de batom vermelho. Ela começou a passar o batom vermelho no sexo, bem lentamente, profundos gemidos se ouvia.
    Aos poucos o sexo foi ficando vermelho vivo, podíamos ver as contrações dos músculos pélvicos. Foi o sexo mais lindo e desejado simultaneamente, no aqui e agora, do espetáculo. Entre a liberdade e a felicidade tinha um sexo sendo pintado de batom vermelho à frente dos meus olhos.
    Eis que surge o momento para o premiado ir beijar aquela boca e, como eu não pertenço a ninguém ao tempo que pertenço a todo mundo, fui o escolhido da Valentina. Você já presume o que aconteceu, sem dúvida! Enquanto eu caminhava em direção ao palco, a plateia vibrava de emoção. Confesso que, por alguns minutos, senti-me envergonhado, mas quando eu a olhei de perto, bem de perto, vi que ela tinha os seios pequenos, firmes e  redondos feito maçãs, aí a timidez foi substituída pela fúria louca de um tesão incontrolado.
    Ah!, os segredos daquela noite são tão profundos que não consigo desvendá-los todos eles de uma só vez. Eu vivi os melhores momentos libidinosos, que se pode ter, ali diante de todos. Ela suavemente se ajeitava, entre as almofadas, no assoalho do palco. Eu fixamente olhei dentro dos seus olhos e pude ver que todos os anjos e demônios dos prazeres a habitavam. Acariciei o seu rosto sereno e doce, cheirei o seu pescoço e passei os lábios sobre os seus mamilos. O contrato dava-me somente o direito de beijar o sexo dela, porque não era para ser uma cena de sexo público, mas os sentimentos se intensificaram e não pude deixar de lamber aqueles seios desnudos e deliciosos.
    Enquanto eu passava a língua sobre os seios dela, ela dizia-me: toma esse meu corpo com tua vontade obscena e não dose os beijos nele, inclusive no meu sexo. Ao mesmo tempo que eu beijava o seu ventre, ela, envolvida de êxtase, puxava os meus cabelos. Quando coloquei a minha boca no sexo dela, a genitália estava quente e úmida de prazer. Apertei com meus lábios o clitóris dela, ela se convulsionava loucamente de contentamento. Os beijos que eu dei, foram metendo a língua profundamente no sexo dela e esse doce sexo é ainda o que eu prefiro, pois estou sentindo-o até agora.



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