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ANTOLOGIA POÉTICA PACTO DE GERAÇÕES – 40 ANOS – 1976/2016

“Personagem ativo da literatura baiana, Raymundo Luiz nos presenteia com um relato minucioso sobre a história da Antologia Pacto de Gerações dirigida por Luiz Ademir nos idos de 1976”
Publicado em: 16/12/2016 - 11:12:04
Fonte: Raymundo Luiz Lopes


    Numa certa noite, tranquila e esperada, precisamente no dia 3 de dezembro de 1976, em Salvador, na Livraria Civilização Brasileira, da Avenida Sete de Setembro/Mercês, ocorreu o lançamento da Antologia Poética “Pacto de Gerações”.
    Ao todo, seis poetas - Carlos Alberto Oliveira, Geraldo Coni Caldas, Izanéia Fiterman, Maria das Graças Sena, Raymundo Luiz Lopes, Zilmérico Ribeiro, foram apresentados ao público através de uma edição especial da Editora Contemp, dirigida pelo escritor Luiz Ademir Souza.
    Naquela noite, os refletores estavam voltados para os escritores que, alegres e conscientes de sua missão, autografaram exemplares de “livros à mão cheia”. Intelectuais, amigos, familiares e a mídia local contribuíram para o brilhantismo do evento.
    Dentre os convidados, além de muitos outros, estiveram presentes: Jorge Calmon, Guido Guerra, Fernando Peres, Adinoel Motta Maia, Frederico Souza Castro, Sérgio Mattos, professores e alunos da UFBA (Ana Maria Luz, Erimita Mota, Maria Angélica Matos, Judite Freitas, Solange Lamego, Dilza Atta, Nanci e Leopoldo Gurjão, Zuleica e Oswaldo Barreto, Doralice e Fernando Alcoforado, Evandro e Vera de Souza...), do CETEBA, colegas da Secretaria da Educação e Cultura, artistas das áreas de dança, teatro, música e cinema baianos, membros da Academia de Letras da Bahia e precursores do movimento Poetas da Praça.
    Jorge Amado, aguardando viagem no Aeroporto Dois de Julho, telefonou para Dermeval Chaves (que cedeu cortesmente o espaço da Livraria) comunicando-lhe a razão de sua ausência e solicitou que “parabenizasse os vates”, lamentando não estar presente.
    A imprensa - Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia (nos concedeu uma entrevista, realizada na sua redação, e publicada no mês do lançamento), A Tarde -, divulgou largamente o acontecimento. Esse último órgão editou, na segunda página, uma matéria especial, ilustrada com foto. Fred Souza Castro nos brindou com uma página, publicando inclusive um poema de cada autor. A TV Itapoan realizou uma gravação em VT e deu-lhe uma ampla notícia
no dia seguinte.
    A Contemp tornou visível a simbiose entre escritores de variada geração, dando início, então, a um movimento literário mais aberto e condizente com a efervesc
ência cultural da Soterópolis daquela época.
    Apesar de divergências que afloraram no grupo, por exemplo, as de cunho político, havia pontos de encontro, possibilitando que idéias ficassem ainda no ar, ao modo de emissora recém-instalada, funcionando satisfatoriamente.
    Os anos setenta foram, sem dúvida, de amargor, desilusão e receios, face ao pesadelo de 1964, um fantasma, insistente, a nos perseguir.
    Contudo, a juventude – leve, breve brisa nos embalando – sem perder de vista os sonhos, teimosos e coloridos, fortalecia a consciência de todos os que acr
editavam que “não há mal que nunca se acabe...”.
    Trazíamos no âmago o lirismo do amor, do sorriso, da flor, pois, bossanovistas/tropicalistas/socialistas/hippies, éramos/ou estávamos (quem saboreou essa salada tropical? Imperdível!!). Não deixávamos fugir tudo o que fosse divino e maravilhoso, lembrando Gil e Caetano (1968).
    Participaram, também, da antologia: Telma Melo, Raimundo Queiroz (Assessores de edição) e os artistas plásticos Guache e Vivaldo Lima. A confecção do livro foi feita pela Editora Mensageiro da Fé.
    Em 1977, nesta cidade de Feira de Santana, relançamos a Antologia, no antigo Museu Regional, sob os auspícios da Uefs e o apoio do dileto amigo e Diretor da DVU/Uefs Dival Pitombo (com quem trabalhei, desenvolvendo atividades na Assessoria Cultural) e artistas da terra. Em pouco tempo, esgotaram-se os exemplares da antologia e não tivemos condições de reeditá-la.
    São passados quarenta anos. Onde e como estão aqueles companheiros e companheiras do pacto? O que cada um (des)construiu ao longo dos anos, pós-1976? O que o tempo fez por eles e neles?
    O que, enfim, todos nós - prisioneiros do tempo, sem perder caminhos/veredas dos sonhos, mas, pasmados diante das fragilidades do país e do desmando dos poderes... - fizemos ou deixamos de fazer? E o que teremos que realizar? Sem dúvida, a tarefa é hercúlea!!!



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