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ALCINA DANTAS E OUTROS

9/2015
Publicado em: 27/02/2015 - 02:03:33
Fonte: Hugo Navarro / Folha do Norte


    No início dos anos quarenta a Rádio Sociedade da Bahia  fazia sucesso nesta cidade onde o rádio era a grande novidade  e os receptores passavam a ingressar nos lares inaugurando  tempo em que se ligava rádio para ouvir música. Hoje,  desliga-se.
    Em 1943 o professor, advogado, jornalista e escritor  Adroaldo Ribeira Costa criou, na Rádio Sociedade, a  “Hora da Criança”, programa levado ao ar nas manhãs de  domingo, com a participação de grandes nomes das artes e  letras da Bahia. O programa  triunfou de forma retumbante. Conquistou o povo. Adraldo foi o autor do Hino do Esporte  Clube Bahia, o do “somos a turma tricolor”, empolgante composição que inflama o povo nos estádios e no Carnaval,  gravado em disco, pela primeira vez, pela banda do Corpo de Bombeiros de Salvador com a participação de grande coro de torcedores.
    Uma professora de piano desta cidade, que cultuava as  letras e a música, Alcina Dantas, certamente levada pelo êxito de Adroaldo, introduziu, na Rádio Sociedade de Feira,  programa infantil nos mesmos moldes. A estação local, ainda de propriedade e sob a direção de Pedro Matos, funcionava  no andar superior de prédio de Durval Capirunga do Lago na esquina da Praça Fróes de Mota com a Rua Mons. Tertuliano. Pedro Matos, que anda esquecido como a profª. Alcina, teve  vida de luta e de superação. Foi barbeiro, caricaturista com exposições no hall da Prefeitura, jornalista e empresário do setor gráfico. Fundou a “Gráfica da Feira”.
    No programa da professora Alcina a criançada cantava,  tocava instrumentos, declamava, participava de esquetes e de jogos. O programa divertia e educava. Alcançou êxito imediato.
    A professora Alcina, entretanto, não ficava apenas no rádio e no piano. Escrevia, fazia poemas e canções.
    Em sua casa, na esquina da Av. do Senhor dos Passos  com a Rua Capitão França (Beco do França) promovia saraus que atraiam literatos, cantores, declamadores e músicos.
    Aquelas reuniões não podem ser comparadas, é verdade, às retratadas em pinturas celebres como a de Guglielmo  Zoochi e, muito menos, à descrita na composição de José Maria de Abreu e Luiz Peixoto, “E Tome Polca”, defendida em disco pelo menos por duas cantoras famosas, Marlene e Maria Alcinda, e acabava às onze horas: “São onde horas/ apaga o gás/ E assim termina o bailarico das Novaes”.
    Embora se encerrassem, também, às onze horas, porque passar de tal horário fora de casa, na época, era coisa de gente perdida, irresponsável, devassos, desordeiros, farristas e bêbados, os saraus da Professora Alcina já contava com a luz da Companhia de Energia Elétrica da Bahia (CEEB),  que vendia energia da usina da Barragem de Bananeiras, que jaz, hoje, sob as águas do Lago de Pedra do Cavalo. Odiada pelos comunistas, que a julgavam americana (era canadense), a CEEB teve as vitrines de sua sede, na Rua Conselheiro Franco, quebradas a pedradas em passeata noturna. A CEEB dominava não apenas a energia elétrica, mas o primitivo serviço telefônico. Os constantes e demorados “pregos” ou apagões ocorriam quando baixava o nível da água do Rio Paraguassu, o que acontecia no verão ou durante os períodos de seca, estimulando o combate dos esquerdistas.
    Dentre os frequentadores dos saraus de Alcina Dantas estavam Antônio Garcia, redator da “Folha do Norte”, professor de Geografia do Ginásio Santanópolis, e Vilobaldo Silva, tipógrafo, declamador, escritor e cantor, que se apresentou, com  Euclides Mascarenhas e a pianista e poetisa Georgina de Mello Erismann, na inauguração do primeiro serviço de altos falantes da cidade, o da “Casa da Louça” de Hermógenes Santana.



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